Quando o mundo era tão pequeno, as pessoas não percebiam a sua importância. A natureza se encarregava de tornar as coisas mais simples. Nem por isto, podemos dizer que nunca houve conflitos, pois sem a pulsação da vida real não conseguimos ser felizes.
Não tenho medo de ser feliz, e isto implica não ter medo de enfrentar a realidade, suas nuances, seus descalabros, e mesmo assim, suplantar sorrindo, com o coração amando até se derreter em carinhos, ainda que não sejam reconhecidos, ainda que não sejam amados.
Pois é mesmo da promessa do salvador que se ame antes que seja amado, que seja alegre ainda que a tristeza venha, e mais ainda, que seja apenas entrega sem exigir recompensa.
Não que isto seja importante. Basta apenas entender que caminho devemos seguir. Sei que alguns são longos e sem destino. Outros curtos e também sem destinos. Por isso, quedo-me a amar pura e simplesmente, sem desejar nada em troca.
E isto, como alguém que nada pensa e nem pesa, me largo inteiro como se pássaro ou peixe fosse, e se o silêncio fosse eloqüente discurso me desmancharia em soluços por te amar tanto.
E me pergunto: Qual o mal em te amar tanto?
Será isto pecado?
Desejo insólito?
Quem sabe ando muito velho para perceber que o amor nos prega peças que teimamos interpretar.
Assim, sou apenas quem toca música sem instrumento.
Este blog é dedicado a publicações sobre literatura e direito. José Anselmo de Oliveira, é graduado em direito pela UFS e Mestre em Direito pela UFC, magistrado, escritor e poeta. Ensinou nos cursos de Direito da Universidade Tiradentes e Estácio de Sá, em Aracaju/SE. Autor de artigos e livros jurídicos, e livros de poesia. Colunista do jornal Correio de Sergipe, onde escreve às quintas-feiras sobre Direito Médico e da Saúde.
domingo, 15 de novembro de 2009
LOUCO POR TI
Penso em ti.
Não importa que me vejas como penso.
Basta-me pensar em ti.
E, se me jogo ao longo do desfiar da vida,
nada mais faço do que pretender chamar a atenção,
e se ainda não consigo,
frustro-me e meu canto soluça,
pois continuarei te amando, ainda que em silêncio.
Não importa que me vejas como penso.
Basta-me pensar em ti.
E, se me jogo ao longo do desfiar da vida,
nada mais faço do que pretender chamar a atenção,
e se ainda não consigo,
frustro-me e meu canto soluça,
pois continuarei te amando, ainda que em silêncio.
sábado, 7 de novembro de 2009
ABANDONO
Pode ser que meu canto
não te encante tanto,
e ainda assim continuarei cantando
até que me ouças,
até que me deixes abandonar em ti.
E assim,
quando não mais negares o sentimento
deixarei me embriagar plenamente
para entre lúcido e louco
sugar teu mel completamente.
não te encante tanto,
e ainda assim continuarei cantando
até que me ouças,
até que me deixes abandonar em ti.
E assim,
quando não mais negares o sentimento
deixarei me embriagar plenamente
para entre lúcido e louco
sugar teu mel completamente.
Assinar:
Postagens (Atom)